Padeira de Aljubarrota de Maria João Lopo de Carvalho
Há muito que tencionava ler alguma obra desta autora, apesar de não ter este livro em particular como um dos preferenciais, ainda assim, fiquei muito bem impressionada.
Somos transportados para Portugal, no século XIV, onde acompanhamos simultaneamente a história de Brites de Almeida e da rainha infanta D. Beatriz de Portugal que, apesar de terem vivências completamente opostas e não se conhecerem, veem os seus destinos ligados e influenciados pelos mesmos acontecimentos históricos que moldaram o reino. Temos a visão contrastante entre o quotidiano rotineiro e exigente da nobreza, com o percurso perigoso e injusto da padeira.
A obra, muito bem escrita e organizada, mantém um ritmo fluido e interessante. Todas as personagens, principais ou secundárias, levam-nos a conhecer e imaginar o desafio que seria ter vivido nesta época.
No fim, ficamos com a sensação da imensidão do que ainda podemos aprender sobre a história de Portugal, uma vez que este livro pareceu apenas um floco de neve no meio da uma tempestade.
Frase mais marcante:
"Se Deus Nosso Senhor não queria que se batesse, porque lhe dera toda aquela fortaleza de braços e pernas? Porque a insuflara de espírito guerreiro e lhe pusera na alma aquela chama arruaceira, aquela raiva briguenta contra a injustiça, aquela ânsia pela guerra justa?"


Comentários
Enviar um comentário
Expressa-te.